5 erros comuns no LinkedIn – e que você não deve cometer

Antes de mais nada, quero dar os parabéns a você por estar lendo este artigo. É um sinal claro de que você se preocupa com a sua imagem pessoal – e o LinkedIn é a rede social mais apropriada para potencializar a sua marca pessoal, sobretudo se você quer conquistar uma nova posição no mercado, atrair mais clientes ou fechar novos negócios. O objetivo deste artigo é exatamente oferecer algumas dicas importantes para que você, assim como eu, tenha um perfil campeão aqui no Linkedin. Mais do que isso: para que você ganhe relevância nesta que é a maior rede social profissional do mundo e alcance os resultados que você está buscando.

Como consultor na área de gestão da marca pessoal (personal branding), trabalho diariamente com o LinkedIn e tenho observado aqui alguns equívocos frequentes de profissionais dos mais variados segmentos de mercado. São erros que não colaboram para o fortalecimento da imagem pessoal e que, muitas vezes, podem fazer com que um profissional perca uma oportunidade importante, como um um novo trabalho, um novo cliente ou um novo negócio. Portanto, tome cuidado para não cometer esses erros e comprometer a sua marca pessoal.

Confira abaixo os 5 erros mais comuns no LinkedIn – e que você não deve cometer.

1 – Usar uma foto ruim – ou pior, não usar foto alguma

Este é um erro clássico no Linkedin. Se você se preocupa com sua imagem pessoal, deve se preocupar também com a foto que você vai usar aqui. Saiba que usar uma foto adequada aumenta em até nove vezes as solicitações de conexão, segundo dados do próprio LinkedIn. Portanto, escolha muito bem a foto que você vai usar no LinkedIn.

A primeira regra é usar uma foto atual, em que você possa ser facilmente reconhecido. Evite usar a foto da sua formatura, do casamento da sua prima ou aquele recorte de uma imagem em que você está sorridente na balada – você pensa que ninguém perceberá que era uma balada, mas as pessoas percebem, acredite. “Ah, mas são exatamente essas ocasiões em que eu estava super bonito(a)”, você deve estar pensando aí em frente à tela. Ok, mas será que você não pode fazer uma foto em que você está bonito…no trabalho?

Hoje em dia, qualquer smartphone mediano tem uma câmera capaz de registrar uma boa imagem sua no ambiente de trabalho. Arrume-se, dê aquela última olhadinha no espelho, certifique-se de que o ambiente está bem iluminado e peça para um colega seu tirar uma boa foto. Não há desculpa para usar aquela foto de formatura de cinco ou dez anos atrás ou tirar aquela foto dentro do carro a caminho do trabalho.

É claro que há exceções. Dependendo do tipo de segmento profissional em que você atua, às vezes uma foto descontraída faz mais sentido para se comunicar melhor com os seus públicos-alvo – lembre-se, você é uma marca e, como tal, tem um posicionamento e um público-alvo a atingir. De qualquer forma, para a grande maioria dos profissionais, a regra geral é essa: use uma boa foto no ambiente de trabalho, uma imagem que você seja facilmente reconhecido.

Em tempo: NEM PENSE EM NÃO USAR FOTO. Que tipo de imagem pessoal você quer passar se você não mostra nem o seu rosto? Isso é inconcebível no LinkedIn.

2 – Definir mal o seu “título”

O título está localizado logo abaixo do seu nome e é a informação mais importante do seu perfil. O título define que tipo de profissional você é, ele determina o seu posicionamento como profissional (lembra do que eu disse acima? Você é uma marca). Portanto, você precisa caprichar no momento de definir o seu título.

É o campo título que vai aparecer nos mecanismos de busca do LinkedIn quando um recrutador procurar um candidato específico para uma posição ou um potencial cliente tentar localizar um profissional do seu segmento de mercado. JAMAIS coloque “desempregado” se você estiver sem trabalho. Também não recomendo colocar algo como “em busca de recolocação” ou “disponível” simplesmente porque não é assim que um recrutador irá procura-lo ou muito menos encontrá-lo. Ele vai procurar por uma especialidade profissional, e não por sua condição atual no mercado. Se você está em transição de carreira, o seu último cargo foi “Gerente de Recursos Humanos” e você está buscando uma posição semelhante, pode colocar “Gestor de Recursos Humanos”, por exemplo. Isso ajudará você a ser encontrado nas buscas.

Se você está empregado, vale a mesma regra sobre usar o título para se posicionar como profissional. Há quem goste de colocar no título o nome do cargo e a empresa na qual atua. Eu discordo. Uma coisa é a sua carreira, outra coisa é a empresa na qual você atua. São coisas diferentes. E se amanhã você deixar esta empresa, seja qual for a razão, como fica? Você nunca sabe o que pode acontecer e o seu “sobrenome profissional” não pode ser o nome da empresa em que você está no momento. Você “está” na empresa, você não “é” a empresa. Minha sugestão: coloque o nome do seu cargo e empresa apenas nos campos “Cargo atual” (logo abaixo do título) e “Experiência” – este último é o campo no qual você descreve experiência, atribuições e resultados em cada empresa em que você trabalhou na sua carreira – a atual e as anteriores.

Importante: se você é o dono da empresa na qual atua, é bem diferente. Neste caso, se você entende que mencioná-la no título é relevante para atrair clientes e negócios, vá em frente.

3 – Publicar anúncios de vagas no espaço dedicado a artigos

Tenho observado que este é um erro comum no LinkedIn, especialmente entre profissionais que trabalham com recursos humanos. O espaço dedicado à publicação de artigos, conhecido como LinkedIn Pulse, é um espaço para PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS. Nada mais.

Se você quer publicar anúncios/descrições de vagas para atrair candidatos, você deve escolher uma dessas três opções:

- publicar no seu próprio feed/timeline – só tome cuidado para não publicar o famoso “textão”, que acaba não sendo lido principalmente por conta do tamanho excessivo;

- publicar na página da sua empresa (company page) no LinkedIn – tome cuidado para não ultrapassar o limite de 700 caracteres (o limite máximo em posts nas páginas empresariais). Se a sua empresa não tem uma company page, está mais do que na hora de fazer;

- publicar um link no seu próprio feed/timeline para que os potenciais candidatos à vaga cliquem e sejam direcionados para o website no qual está a descrição completa da posição, ou seja, fora do LinkedIn.

Seja qual for a opção escolhida, é melhor do que você usar um espaço de forma inadequada e passar a impressão de que não sabe usar a rede social da forma correta. O LinkedIn Pulse é um espaço destinado ao compartilhamento de conteúdo relevante, de conhecimento, na forma de artigos. Não é o espaço adequado para divulgar anúncios de emprego como se fosse um site de empregos ou aqueles antigos cadernos de classificados de jornais (ainda existem?).

4 – Não publicar conteúdo relevante

Outro erro de boa parte dos profissionais que habitam este espaço. O LinkedIn é a rede social ideal para você mostrar o seu conhecimento, a sua expertise, na sua área de atuação. Como fazer isso? Na forma de compartilhamento de conteúdo relevante, principalmente sobre o segmento de mercado no qual você atua, de forma gratuita e para um público de 25 milhões de brasileiros – sim, este é o “tamanho” do LinkedIn no Brasil.

Está desempregado e quer arrumar uma nova posição no mercado? Não fique apenas dizendo que você precisa de um novo trabalho. Mostre o que você conhece, conte o que você sabe fazer! Esse é o melhor discurso que você pode ter para aumentar as suas chances de ser visto na rede e lembrado para uma nova vaga. O mesmo vale para quem busca novos clientes ou mais negócios. Ofereça conhecimento e experiência de graça e receba em troca um emprego, uma venda. Eu diria que é a típica negociação ganha-ganha, não acha?

É válido destacar que essa entrega de conteúdo relevante não precisa ser apenas por meio de artigos no LinkedIn Pulse. Você pode compartilhar algo interessante na rede até mesmo na forma de um post. Eu, por exemplo, recentemente dei uma dica de gestão da marca pessoal em um post aqui e conquistei 11 mil visualizações e mais de 160 likes.

5 – Não interagir na rede social

Por último, um erro comum também e que eu acredito ser o mais fácil de ser resolvido. Entenda: o LinkedIn NÃO É APENAS UM CURRÍCULO ONLINE. É uma rede social e exatamente por esse motivo, VOCÊ PRECISA INTERAGIR. Não adianta entrar mudo e sair calado sempre. Imagine que ele é como o seu ambiente de trabalho: se você não interagir, não se relacionar, não vai chamar a atenção de ninguém e muito provavelmente vai perder oportunidades. Acredite, o relacionamento é uma das coisas mais importantes para a sua carreira decolar e o LinkedIn também pode te ajudar muito nisso.

Gostou das dicas? Diga o que achou aí nos comentários. Será um prazer saber a sua opinião!

* Texto originalmente publicado no LinkedIn por Stefan Ligocki

Entenda o que é gestão da marca pessoal e saiba como usá-la em seu favor

Por conta do meu trabalho como consultor de personal branding (gestão da marca pessoal), com frequência as pessoas me perguntam qual é a diferença entre imagem profissional e pessoal, o que é exatamente marketing pessoal e qual a relação entre reputação e marca pessoal, entre outras questões. Com tantas expressões e palavras semelhantes, é natural que haja certa confusão sobre o tema gestão da marca pessoal.

No entanto, antes de entender o que significa cada conceito, é fundamental ter consciência de que saber como gerenciar a sua marca pessoal nunca foi tão importante como no atual momento em que estamos vivendo – o cenário de hiperconexão e transparência total proporcionadas pela internet e pelas redes sociais ampliou consideravelmente os riscos e ameaças à reputação, o elemento que é a base para a construção de uma marca pessoal relevante. Em contrapartida, o mesmo contexto digital também potencializou as oportunidades para qualquer profissional se destacar em seu segmento de atuação, o que é ótimo.

Para começar, é válido destacar que não existe diferença entre imagem pessoal, imagem profissional e imagem virtual/digital. Você tem uma imagem só: a sua imagem pessoal, seja no mundo real ou no ambiente digital, seja no meio profissional ou no convívio com seus familiares e amigos. Dentro ou fora da internet e das redes sociais, você é uma pessoa só. Não há mais barreiras entre o mundo digital e o mundo real. Você é o que você posta, curte, compartilha e comenta no LinkedIn, no Facebook, no Instagram ou em qualquer outra rede social. E não vale dizer uma coisa nas redes sociais e ter outra opinião “aqui fora”. Você está sendo observado o tempo todo e, cedo ou tarde, pagará o preço por ter “personalidades diferentes” dentro e fora do ambiente digital. Você é um só. Seja bem-vindo à era da transparência total.

Dito isso, o primeiro passo para gerenciar sua marca pessoal é ter uma boa reputação. Como já disse em um artigo anterior que publiquei aqui no blog, reputação é o principal ativo de qualquer marca hoje, sobretudo no que se refere à marca pessoal. Sem uma boa reputação, não há marketing pessoal ou marca pessoal que se sustentem. Nos dias de hoje, a reputação começa nas redes sociais, conforme também já mencionei aqui. Se você tem uma boa reputação, tem a base para construir uma marca pessoal relevante. O tamanho dessa relevância dependerá da adequada e competente gestão da sua marca pessoal.

Mas o que é marca pessoal? É a soma das características naturais (positivas e negativas) e dos atributos que definem o perfil de uma pessoa, ou seja, o que ela é. Características naturais é o que costumamos chamar de “jeito de ser” de uma pessoa: ela pode ser extrovertida ou tímida, ativa ou preguiçosa, bem-humorada ou mal-humorada. Já os atributos são qualidades que cada um de nós adquire no decorrer da vida e normalmente são associados aos fatores conhecimento e experiência. Atributo é o que torna cada pessoa especialista em algo, como por exemplo, a profissão que se escolhe. A cada curso que realizamos ou qualificação que adquirimos, nos tornamos mais especializados em algo. É válido lembrar também que essa especialização também depende de quanto colocamos o conhecimento adquirido em prática. É elementar: se você passa quatro anos estudando para se tornar um publicitário ou um arquiteto, por exemplo, precisa praticar, precisa desenvolver esse atributo conquistado para torná-lo ainda melhor. Conhecimento é fundamental, mas experiência também é importante.

Quando você escuta alguém dizer que o “João é um competente advogado, mas é muito teimoso”, você está tomando conhecimento da marca pessoal do João. Ou seja, ele é bom no que faz (atributo), mas é conhecido pela teimosia – uma característica natural negativa que, se não for gerenciada, pode vir a enfraquecer sua boa reputação como profissional e, por consequência, influenciar a forma como sua marca pessoal é percebida. Superar os efeitos nocivos de características naturais negativas é um desafio para qualquer pessoa, para qualquer profissional. Para vencer esse tipo de obstáculo, há vários caminhos, entre eles o autoconhecimento e o feedback de familiares, amigos e colegas de trabalho.

O marketing pessoal, por sua vez, é o processo fundamental por meio do qual uma pessoa cria a oportunidade de salientar seus próprios atributos e características naturais positivas com o objetivo de dar visibilidade e de fortalecer a sua marca pessoal. É o que se chama popularmente de “se vender” ou de “se mostrar”, principalmente no que diz respeito à vida profissional. Assim como o marketing clássico, o marketing pessoal também está diretamente relacionado com a entrega do que foi prometido ao cliente. Não basta comunicar que você é bom em algo, você também precisa comprovar isso no “momento da verdade”, ou seja, no momento da experiência, no qual você vai entregar o que foi prometido por sua marca pessoal ao seu cliente. A palavra cliente nesse caso, é claro, pode ter vários significados: o cliente pode ser seu gestor, seu colega de trabalho e, principalmente, o seu cliente de verdade, aquele para o qual sua marca está vendendo algum produto ou serviço.

Como fazer um bom marketing pessoal? Conforme mencionei acima, além de entregar o que foi prometido ao cliente, seja qual for a área em que você atua, você pode mostrar para o mercado o seu conhecimento no seu segmento de atuação exatamente para atrair novos clientes. Um dos caminhos eficazes para fazer isso é produzir conteúdo relevante sobre o tipo de trabalho que você faz, ou seja, usar marketing de conteúdo para promover sua marca pessoal. Nesse sentido a internet e as redes sociais trouxeram muitas oportunidades, técnicas e ferramentas para você fazer isso. Você pode escrever artigos aqui no Linkedin, pode lançar um canal de vídeos no Youtube, pode criar um blog sobre o seu trabalho… há muitas formas de produzir conteúdo relevante.

Finalmente, o profissional que já desenvolveu uma boa reputação e utiliza o marketing pessoal de forma eficaz para tornar sua marca pessoal ainda mais forte, ainda mais relevante, está fazendo o que chamamos de gestão da marca pessoal. Eu sei, gerenciar a marca pessoal dá trabalho, exige tempo, atenção e dedicação. Entretanto, é o tipo de investimento que, com o passar do tempo, acaba diferenciando um profissional no mercado. Gerenciar sua marca pessoal para torná-la relevante só depende de você. Mãos à obra! Espero que esse artigo tenha ajudado você a investir na sua marca pessoal.