Cuide bem da sua reputação – e dos seus dentes

Há muito tempo, antes da internet e das redes sociais se tornarem parte do nosso cotidiano, o meu velho avô Ruy – com seus mais de 80 anos de vida – me deu um sábio e inusitado conselho que assimilei como um ótimo ensinamento de gestão de marca pessoal.

– Na vida, você precisa cuidar muito bem de duas coisas: da sua reputação e dos seus dentes. Se você perde isso, não recupera mais – afirmou, categórico.

Sempre lembro desse curioso conselho do meu avô quando acesso as redes sociais e vejo algumas coisas inacreditáveis que as pessoas publicam sobre si mesmas e que colaboram para corroer a própria reputação. É claro que uma prótese dentária pode refazer o seu sorriso, assim como um pedido de desculpas ou uma boa explicação pode começar a reconstruir uma reputação arranhada. Mas por que correr o risco de arruinar sua imagem com a publicação de um post infeliz no Facebook?

Em um país de 12,3 milhões de desempregados segundo a mais recente edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE – um recorde histórico –, ter uma boa reputação pode ser o diferencial competitivo para um profissional ser selecionado para uma nova posição no mercado de trabalho. E uma boa reputação começa com uma boa reputação no ambiente digital. Há estimativas de que o mercado de trabalho só vai começar a melhorar em meados deste ano, uma previsão pouco animadora levando-se em conta que acabamos de entrar no mês de fevereiro. Diante desse cenário preocupante, qualquer processo seletivo torna-se uma disputa acirrada. Se você está em transição de carreira ou planeja mudar de emprego, vale a pena cuidar muito bem da sua reputação online. Ela é peça-chave para sua personal branding. É algo fundamental para construir uma marca pessoal forte e positiva.

Em uma época em que todos nós estamos expostos por meio das redes sociais, as empresas estão cada vez mais observando esses canais para descobrir exatamente que tipo de pessoa está fazendo parte dos seus processos seletivos e até mesmo definir quem será o seu novo colaborador. Não seja ingênuo em acreditar que antes de contratar você o recrutador irá apenas checar o seu perfil no LinkedIn. Certamente ele tentará buscar alguma outra informação no seu perfil no Facebook, no Twitter ou no Instagram, ou simplesmente jogará seu nome no Google para ver o que aparece. Hoje, sua reputação está vinculada às informações disponíveis sobre você na rede. Curiosamente, a maior parte dessas informações está sendo produzida por você mesmo nas redes sociais. Portanto, nesse caso não adianta culpar outra pessoa: você é diretamente responsável pela reputação que está construindo na internet. Você é diretamente responsável pela gestão estratégica da sua marca pessoal no ambiente digital.

Mas como gerenciar e fortalecer a sua reputação no ambiente digital, principalmente nas redes sociais? É importante você tomar alguns cuidados, mudar alguns comportamentos, refletir sobre o tipo de imagem pessoal que você quer transmitir para as outras pessoas e produzir algum conteúdo relevante que possa fortalecer a sua marca pessoal.

Abaixo, seguem 10 dicas de gestão estratégica da marca pessoal no ambiente digital:

1 – Tome cuidado com o que você curte e compartilha…

Antes de curtir e compartilhar qualquer tipo de conteúdo em uma rede social, avalie bem as consequências dessa ação. É um conteúdo que pode trazer algum tipo de prejuízo para sua reputação? Lembre-se de que você está sendo observado e curtir uma piada de mau gosto ou compartilhar uma matéria de um site de conteúdo duvidoso pode passar uma impressão errada sobre quem é você. Antes de curtir, pare e reflita. Antes de compartilhar, cheque a fonte do conteúdo e analise qual será o impacto desse compartilhamento: qual é a percepção que as outras pessoas terão de você após compartilhar esse conteúdo?

2 – …e ainda mais cuidado com o que você publica

O mesmo vale para uma publicação sua. No momento em que você publica um comentário sobre qualquer assunto, ele se torna permanente, afinal, qualquer pessoa pode “dar um print” antes de você apagá-lo. Caiu na rede, é peixe. Portanto, antes de fazer alguma crítica ou comentário, avalie principalmente se ele pode criar algum tipo de polêmica. Para reduzir o risco, sugiro que você evite publicações sobre política, religião, futebol e outros temas que possam gerar controvérsia. Sempre haverá alguém que não concorda com você – o que se torna o combustível perfeito para uma discussão desnecessária em um ambiente público. Será que você precisa mesmo dar a sua opinião sobre tudo? Avalie bem o custo-benefício de entrar em um debate desses antes de postar um comentário.

3 – Se preferir, ajuste suas configurações de privacidade

Está de férias e quer publicar no Instagram aquela foto de biquíni numa super paisagem de praia no Caribe? Sem problema, a escolha é sua e o perfil é seu. Mas lembre-se de que sua foto de biquíni estará na rede de forma permanente. Se isso não é um problema para você, tudo bem. No entanto, se você entende que essa foto pode parecer inadequada para um recrutador, é uma boa ideia você ajustar as suas configurações de privacidade para limitar a quantidade de pessoas que podem ver esse conteúdo. Redes sociais como Facebook e Instagram permitem que você restrinja a visualização de conteúdos e a possibilidade de comentários apenas para seus amigos.

4 – A mentira tem pernas ainda mais curtas nas redes sociais

Por falar em fotos de férias, eu conheço casos de pessoas que já perderam o emprego após publicarem fotos na praia quando deveriam estar trabalhando. Sim, a mentira tem pernas ainda mais curtas nas redes sociais. Se você disse ao seu chefe que tinha uma consulta médica no fim da tarde e por conta disso não poderia cumprir uma agenda de trabalho com ele, não pode aparecer no Facebook meia hora depois bebendo com amigos em um bar. Que reputação você quer construir agindo dessa maneira?

5 – O seu comportamento sinaliza quem é você

Sabe aquele seu amigo que está sempre aparecendo no Facebook com um copo de cerveja na mão? Pois é, mesmo que ele não queira, pode estar passando a impressão de que seu esporte favorito é beber. Dependendo do tipo de recrutador que estiver observando você, esse tipo de comportamento pode eliminá-lo de um processo seletivo. Sim, o seu comportamento nas redes sociais sinaliza quem é você. Se você quer proteger a sua reputação, preste atenção na frequência com que você publica alguns tipos de fotos.

6 – Foi marcado? Confira do que se trata

Mesmo que você gerencie com cuidado as suas publicações em redes sociais, você sabe que pode ser marcado por um amigo em fotos, vídeos e comentários. Sempre confira do que se trata e, se você entende que pode prejudicar a sua reputação e criar algum problema com um recrutador, remova o conteúdo do seu perfil. No Facebook, vale a pena ajustar suas configurações para sempre ser questionado se você quer ser marcado em algum tipo de conteúdo. Dessa forma, você evita constrangimentos.

7 – Confira seu nome no Google

Você já pesquisou o seu próprio nome no Google? Se ainda não fez isso, faça e descubra o que aparece. Ainda que você tenha muito cuidado com suas pegadas digitais nas redes sociais, vale a pena conferir o que já foi dito sobre você por aí. É uma forma rápida de saber se há algo que depõe contra sua reputação. Também é uma maneira de medir a repercussão da sua marca pessoal.

8 – Defina o seu posicionamento

Use as redes sociais e o ambiente digital como ferramentas fundamentais para construir e gerenciar a sua marca pessoal. Para isso, defina um posicionamento: a forma como você quer ser percebido por seus públicos de interesse, especialmente o recrutador da empresa na qual você quer trabalhar. Você quer ser percebido como um especialista em um tema relacionado ao seu segmento de atuação? Então compartilhe e comente conteúdos relacionados a esse tema nas suas redes sociais.

9 – Gere conteúdo relevante

Se você quer mesmo se posicionar como um especialista, não basta apenas compartilhar e comentar conteúdos interessantes. Seja pró-ativo, vá além. Produza o seu próprio conteúdo relevante. Crie um blog especializado, há várias ferramentas disponíveis na internet hoje para fazer isso com alguma facilidade. Colabore com textos para fóruns ou sites especializados na internet. Se não gosta de escrever, crie um canal no Youtube. Se você não se sente à vontade ou não tem tempo para produzir conteúdo relevante, contrate uma empresa especializada nesse tipo de serviço (a KEEP CALM – Marketing Estratégico oferece esse tipo de assessoria). O importante é que você construa uma marca pessoal positiva e relevante na web. E não esqueça de dar mais visibilidade para esses conteúdos divulgando os links em redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn.

10 – Aproveite ao máximo as ferramentas do LinkedIn

Se você está tentando se recolocar, dedique especial atenção ao LinkedIn, a mais importante rede social profissional do mundo e hoje a principal ferramenta de pesquisa de qualquer recrutador. Atualize seu currículo regularmente, avalie se o texto especifica bem sua experiência e qualificação e não esqueça de definir bem que tipo de profissional você é no campo “Título”, que fica logo abaixo do seu nome. Para fortalecer ainda mais a sua reputação e a sua marca pessoal, use o Linkedin Pulse, uma ferramenta de publicação de artigos na própria rede social que é uma excelente oportunidade de mostrar o seu conhecimento sobre um determinado assunto ou relatar experiências profissionais.

Gostou das dicas? Então coloque-as em prática, fortaleça sua reputação e construa uma marca pessoal relevante. Ah, mais uma dica importante: não esqueça de escovar os dentes.

O que a Black Friday ensina aos profissionais de marketing e vendas

Foi impossível passar incólume à Black Friday, mega promoção de vendas que nas últimas semanas só não chamou a atenção de quem estava em outro planeta. Se você acessou algum tipo de dispositivo eletrônico (smartphone, tablet, computador, TV, etc) ou botou a cabeça para fora de casa nesse período, certamente foi impactado de alguma maneira por alguma oferta – ainda que não tenha comprado absolutamente nada.

Mas o que essa superpromoção que surgiu nos Estados Unidos e já se tornou uma tradição também no Brasil tem a ensinar aos profissionais de marketing e vendas? Eu posso citar alguns ensinamentos que absorvi a partir de observações que fiz nos últimos dias:

Todo mundo adora uma promoção – sim, isso é meio óbvio de se dizer, mas muitas vezes até o óbvio precisa ser dito, até porque ainda há marcas que, acredite, raramente dão descontos ou fazem promoções. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a Black Friday de 2016 deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões, um aumento de 18% em relação ao ano passado. 18%! Esse número comprova que o consumidor adora uma promoção. Mesmo em meio a uma grande crise econômica como a que vivemos hoje no Brasil, a promoção sempre tem o seu apelo. Não importa em qual segmento de mercado sua empresa atue, não importa que tipo de consumidor é o seu, vale a pena ser flexível, dar descontos, fazer promoções de vez em quando, para vender mais. O cliente é um ser humano, lembre-se disso, e todo ser humano gosta de ter alguma facilidade, de perceber alguma vantagem. Na hora da compra, ele quer sentir que está tendo algum ganho, e a promoção preenche essa “lacuna”;

Preste atenção nos hábitos do consumidor – a proximidade da Black Friday com o mês de dezembro está fazendo com que muitos consumidores – já há alguns anos – antecipem as compras de Natal. Isso é mudança de comportamento do consumidor. Sabe aquela história de que “o cliente tem sempre os mesmos hábitos”? Pois é, isso é verdade até certo ponto, e a Black Friday está aí para provar que, com um bom esforço de marketing e promoção de venda, você muda hábitos já “consagrados” do consumidor;

O poder do e-mail marketing… – já ouvi algumas vezes, inclusive de profissionais de marketing e comunicação, que o “e-mail marketing morreu”. Essa “tese” ganhou força nos últimos anos com a popularização das redes sociais. No entanto, há variadas estatísticas indicando que, em média, 60% dos consumidores que realizam compras online o fazem após receber um e-mail marketing. Em promoções como a Black Friday, em que boa parte das compras é feito por e-commerce, fica evidente a força que o e-mail marketing ainda tem para estimular o consumidor;

…e da criatividade – por falar em e-mail marketing, não basta apenas usar a ferramenta. É preciso chamar a atenção com algum diferencial. Com a avalanche de e-mails que você recebe antes, durante e após uma Black Friday (eu recebi pelo menos 300 mensagens nos últimos 15 dias, em duas contas de e-mail), é fundamental ser criativo para se diferenciar da concorrência. A começar por uma chamada divertida no “assunto”, como as que recebi do Mercado Livre (“Comprar barateeenho na BLACK FRIDAY”) e da Lojas Renner (“Sem assunto. Só Black Friday”). Mas a que realmente me chamou a atenção pela originalidade foi um e-mail marketing da Dolce Gusto (Nestlé), cujo assunto era “Não quer perder a Black Friday? Temos a solução”, seguido da imagem abaixo. Muito bom, não?

 

dolcegusto

 

“Black Fraude” perde força em 2016 – um balanço parcial do Reclame Aqui aponta que as queixas contra empresas chegaram a quase de 3 mil, cerca de 33% menos do que em 2015. O principal motivo de reclamações foi a propaganda enganosa (22%) e o famoso “metade do dobro” apareceu apenas como sexto motivo de queixas (5,4%) – leia mais aqui. As pesquisas de consulta de reputação das empresas aumentaram 26% em relação a 2015. Ou seja, o consumidor está mais consciente, informado e empoderado. Nesse cenário, ganham vantagem as marcas que têm boa reputação e as que trabalham para melhorá-la cada vez mais. Nos dias de hoje, reputação é um poderoso fator de competitividade. De acordo com os números, aparentemente as empresas estão mais atentas ao fator reputação e isso colaborou para a “Black Fraude” perder força neste ano.

O que te chamou a atenção na Black Friday? Compartilhe aí nos comentários!

Até o próximo post, estrategistas de marketing!

O valor da experiência

Seja bem-vindo ao Estratégia de Marketing, o blog da KEEP CALM – Marketing Estratégico! Neste espaço, quero compartilhar com vocês as minhas impressões sobre marketing, comunicação, branding, negócios, vendas, reputação de marcas e vários outros temas ligados à estratégia de marketing. Como profissional da área de marketing, entendo que o caminho de sucesso de qualquer marca começa por desenvolver uma estratégia de marketing eficaz que inclui seguir e colocar em prática os conceitos clássicos de marketing no seu negócio, mas também estar atento às novas tendências de mercado e aos novos comportamentos do consumidor.

Neste post de estreia, quero falar sobre um tema de que gosto muito e que tem tudo a ver com novas tendências e comportamentos: EXPERIÊNCIA. Em um mercado altamente competitivo como o que caracteriza os dias de hoje, qualquer marca antenada não pode simplesmente se preocupar em vender seu produto ou serviço. No relacionamento com o cliente, ela precisa oferecer uma experiência minimamente positiva, mas trabalhar sempre pela experiência “UAU!” – ou seja, aquela experiência que, além de satisfazer o cliente no básico, também o encanta. Algo como costumam fazer, por exemplo, marcas consagradas como Apple e Starbucks. A Apple, com seus produtos inovadores e intuitivos (Iphone, IPad, etc), encantou clientes e fez com que milhares deles se tornassem também “embaixadores” da marca. A Starbucks, por sua vez, transformou o ato de tomar um simples cafezinho em uma experiência memorável por meio da oferta de um atendimento de excelência em um ambiente bastante confortável.

Por falar em atendimento, é exatamente aí que começa a experiência do cliente com a marca, sobretudo no que se refere à área de serviços. E o consumidor está muito, muito mais exigente. Marcas como o McDonald’s já perceberam isso há algum tempo e estão promovendo ajustes em seus modelos de negócio por conta das mudanças de comportamento do consumidor. Em evento recente, Steve Easterbrook, CEO da gigante norte-americana de fast-food, anunciou que a empresa ampliará a prática de servir lanches na mesa dos clientes para toda a cadeia de lanchonetes dos Estados Unidos, além de outros países (incluindo o Brasil), a partir de 2017. Até então, a “facilidade” havia sido implantada somente em algumas dezenas de lanchonetes da empresa nos Estados Unidos e na Espanha. “Os clientes estão ficando cada vez mais exigentes e a expectativa é de que fiquem cada vez mais”, justificou o CEO, acrescentando que os pedidos e pagamentos feitos por meio de smartphones, outra facilidade para o cliente norte-americano da marca, também serão estendidos até o final de 2017.

A declaração do CEO do McDonald’s sintetiza a tendência crescente de que é preciso melhorar o atendimento, ou seja, qualificar a experiência, para fazer com que o cliente volte a consumir o produto/serviço da sua empresa e, mais do que isso, seja encantado pela marca e se torne fiel a ela. O McDonald’s percebeu que não basta apenas oferecer ao seu cliente a opção de pedir o lanche no balcão e ser atendido de forma rápida ali mesmo, como ele sempre fez e como fazem todos os seus concorrentes. É preciso ir além. É preciso qualificar a experiência.

Pense nisso. Pense em oferecer uma experiência melhor para o cliente da sua empresa. Eu tenho algumas dicas para melhorar o atendimento e a experiência com o cliente aqui nesse texto que publiquei no LinkedIn. Você pode sugerir outras dicas nos comentários. Compartilhe!

E até o próximo post!

O valor da experiência

Seja bem-vindo ao Estratégia de Marketing, o blog da KEEP CALM – Marketing Estratégico! Neste espaço, quero compartilhar com vocês as minhas impressões sobre marketing, comunicação, branding, negócios, vendas, reputação de marca e vários outros temas ligados à estratégia de marketing. Como profissional da área de marketing, entendo que o caminho de sucesso de qualquer marca começa por desenvolver uma estratégia de marketing eficaz que inclui seguir e colocar em prática os conceitos clássicos de marketing no seu negócio, mas também estar atento às novas tendências de mercado e aos novos comportamentos do consumidor.

Neste post de estreia, quero falar sobre um tema de que gosto muito e que tem tudo a ver com novas tendências e comportamentos: EXPERIÊNCIA. Em um mercado altamente competitivo como o que caracteriza os dias de hoje, qualquer marca antenada não pode simplesmente se preocupar em vender seu produto ou serviço. No relacionamento com o cliente, ela precisa oferecer uma experiência minimamente positiva, mas trabalhar sempre pela experiência “UAU!” – ou seja, aquela experiência que, além de satisfazer o cliente no básico, também o encanta. Algo como costumam fazer, por exemplo, marcas consagradas como Apple e Starbucks. A Apple, com seus produtos inovadores e intuitivos (Iphone, IPad, etc), encantou clientes e fez com que milhares deles se tornassem também “embaixadores” da marca. A Starbucks, por sua vez, transformou o ato de tomar um simples cafezinho em uma experiência memorável por meio da oferta de um atendimento de excelência e um ambiente confortável.

Por falar em atendimento, é exatamente aí que começa a experiência do cliente com a marca, sobretudo no que se refere à área de serviços. E o consumidor está muito, muito mais exigente. Marcas como o McDonald’s já perceberam isso há algum tempo e estão promovendo ajustes em seus modelos de negócio por conta das mudanças de comportamento do consumidor. Em evento recente, Steve Easterbrook, CEO da gigante norte-americana de fast-food, anunciou que a empresa ampliará a prática de servir lanches na mesa dos clientes para toda a cadeia de lanchonetes dos Estados Unidos. Até então, a “facilidade” havia sido implantada só em algumas dezenas de lanchonetes da empresa nos Estados Unidos e na Espanha. “Os clientes estão ficando cada vez mais exigente e a expectativa é de que fiquem cada vez mais”, justificou o CEO, acrescentando que os pedidos e pagamentos feitos por meio de smartphones, outra facilidade para o cliente norte-americano da marca, também serão estendidos até o final de 2017.

A declaração do CEO do McDonald’s sintetiza a tendência crescente de que é preciso melhorar o atendimento, ou seja, qualificar a experiência, para fazer com que o cliente volte a consumir o produto/serviço da sua empresa e, mais do que isso, seja encantado pela marca e se torne fiel a ela. O McDonald’s percebeu que não basta apenas oferecer ao seu cliente a opção de pedir o lanche no balcão e ser atendido de forma rápida ali mesmo, como ele sempre fez e como fazem todos os seus concorrentes. É preciso ir além. É preciso qualificar a experiência.

Pense nisso. Pense em oferecer uma experiência melhor para o cliente da sua empresa. Eu tenho algumas dicas para melhorar o atendimento e a experiência com o cliente aqui nesse texto que publiquei no LinkedIn há alguns meses. Você pode sugerir outras dicas nos comentários. Compartilhe!

E até o próximo post, estrategistas de marketing!